quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A invenção das asas - Sue Monk Kidd




" O mundo era um lugar defeituoso e ela não era capaz de concertar"p.176

" Ninguém falou nada o silencio era como um pedra impossível de ser levantada."p.177

" E eu disse a mim mesma: acalme seu coração não permita que ele tenha medo." p. 201

" Não mostrei nada do que se passava dentro de mim, o modo como a dor já cantava outra vez dentro do buraco dos meus ossos." p. 226

" Se você não sabe pra onde esta indo, deve procurar de onde veio." p.243

" Minha respiração agarrou minhas costelas como mãos. Fechei os olhos cansada deste mundo."p.224

" Ela colocou os dedos na pálpebra pra não transbordar. Quando abriu, havia um mapa de linhas vermelhas em seus olhos." p.244

" Console-se em saber que o mundo depende da pequena batida em seu coração."p.256

" Cê tem que saber que lado da agulha vai sê, o que ta amarrado na linha, ou o que fura o pano"p.293

"A vida é organizada contra nós, Sarah.E é brutalmente pior para Encrenca, sua mãe, sua irmã, todos desejamos um pedaço do céu não? Suspeito que Deus planta estes desejos em nós para ao menos tentarmos mudar o rumo das coisas. Temos de tentar, só isto."

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Sobre uma indignação que me arde e os elefantes de Sumatra.


Por mais desconexo que pareça, eu queria abrir a janela e gritar bem alto: EU QUERO QUE OS ELEFANTES TENHAM ESPAÇO NA TERRA TAMBÉM!

Eu li em uma materia, que muitos elefantes morrem todos os anos na ilha de Sumatra na Indonésia. Há uma grande expansão do cultivo de óleo de palma na região e um encurtamento das áreas de habit dos elefantes.

Ano passado um filhote de elefante morreu desnutrido ao ser feito de "REFÉM"  , enquanto os agricultores exigiam uma solução do governo. Veja bem a floresta esta sendo toda desmatada e o problemas são os elefantes.


É muito ilógico eu pensar que os elefantes estavam la antes e o intruso nesta história é o homem?

É uma lógica que mata, os elefantes em Sumatra e "mais um" ser humano em cada esquina.

 Graciele Bijega

imagem de : http://amordemeg.blogspot.com.br/2013/07/filhote-de-elefante-morre-na-indonesia.html

quinta-feira, 29 de maio de 2014


Seus dentes mostravam-se de forma voraz,
sorrisos ávidos geralmente são fugazes,
ela sorria de maneira faminta,
sentia fome de viver.

Todo sorriso é um tipo de fome.

Há dias que são  solitários,
solidão e se sentir solitária são coisas bem diferentes,
silencio só é confortável quando se tem paz,
silenciar por vezes é não ensurdecer,
é  escutar o barulho interno.

Toda solidão tem inveja de quem encontra a solitude.

Seus amores continuavam guardados nos bolsos,
amor é mais amplo que dois,
amor  não deveria ser apartado,
quando conjugado é plural,

Um segrego desvelado: O nome daquele seu grande  amor é Gerúndio. 


Graci Bijega.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Dançando


Ela resolveu encarar o monstro
Arranjou espada feita de fé
Armadura blindada por esperança
Cavalo que cavalgou
Incessantemente até encarar
de frente e no olho.

Ela respirou novo folego
Arranjou sorriso feito de sol
Sonho pintado de azul
 Momento que pairou
Intensamente no espaço do procurar amar
de peito aberto recebeu a enxurrada da vida.


E sentiu tudo quando dançou
Sentindo ela também sofreu
Sofreu porque amou
Amou segurando o momento
com todas as suas forças.
E dançou pra vida
Sendo aplaudida efusivamente
pela Alegria   de saborear momento.

Graci Bijega






terça-feira, 8 de abril de 2014

Sobre fadiga, nuances e miscelânea.


Observo este mundo caduco.
Este mundo que também é meu próprio eu e el@s.

Fadiga-me.
Fadiga-me no sentido mais lato do fatigar se.

As vezes, me sinto como em pequenos pedaços, esta violência vertical tenta dividir a nossa miscelânea que nos mantem viva.
Nossa miscelânea é a resistência , nossa colorida identidade plural, que nos devolve a vida.
Porque eu não sou eu, sem o você.

Ainda bem que estes nuances de alguma forma sempre me encontram.
Que a vida não se restringe ao ali, a vida é feita do momento.
Hoje não tem lugar na prateleira, não tem espaço
Hoje é como eu o sinto, e deixo-me sentir.
Hoje eu não me calo.

Que hoje ninguém roube o nosso direito de gritar quando somos oprimidas.

Graci Furby




segunda-feira, 7 de abril de 2014

Pedagogia do oprimido- Paulo Freire


" O mundo é espetáculo mas sobretudo convocação. E, como a consciência se constitui necessariamente como consciência  do mundo, ela é, pois, simultânea e implicadamente , apresentação e elaboração do mundo." (Ernani Maria Fiori no prefácio de Pedagogia do oprimido)  p. 15

Aos esfarrapados do mundo e aos que neles se descobrem e, assim descobrindo-se, com eles sofrem, mas sobretudo, com eles lutam."

"... A luta pela humanização, pelo trabalho livre, pela desalienação, pela afirmação dos homens como pessoas, como "seres para si", não teria significação. Esta somente é possível porque a desumanização, mesmo que um fato concreto na história não é porém destino dado, mas resultado de uma "ordem" injusta que gera a violência dos opressores e esta, o ser menos."p.41

" A liberdade que é uma conquista, e não uma doação, exige uma permanente busca. Busca permanente que só existe no ato responsável de quem faz . Ninguém tem liberdade para ser livre : pelo contrário luta por ela precisamente porque não a tem..." p.46

"A superação da contradição é o parto que traz ao mundo este homem novo não mais opresso; não mais oprimido, mas homem libertando-se" p.48

" É necessário que a liderança revolucionária descubra esta obviedade: que seu convencimento da necessidade de lutar, que constitui uma dimensão indispensável do saber revolucionário, não lhe foi doado por ninguém, se é autentico." p. 75

"A opressão, que é um controle esmagador,é necrófila.Nutre-se do amor a morte e não do amor a vida." p.92
 O que nos parece indiscutível é que se pretendemos a libertação dos homens, não podemos começar por aliena-los ou mantê-los alienados.A libertação autêntica, que é a humanização em processo, não é uma coisa que se deposita nos homens. Não é uma palavra a mais oca, mitificante. É praxis, que implica na ação e reflexão dos homens sobre o mundo para transformá-lo."(p.95)

"Seria, realmente, uma violência, como de fato é, que os homens, seres históricos e necessariamente inseridos num movimento de busca, com outros homens, não fossem o sujeito de seu próprio movimento."(p.105)

" Nenhuma ordem opressora suportaria que os oprimidos todos passassem a dizer: Por quê?" (p.107)

"Não ha diálogo porém se não há um profundo amor ao mundo e aos homens. Não é possível a pronuncia do mundo, que é um ato de criação, se não há amor que a infunda." (p.114)
" Não há também diálogo, se não há uma intensa  fé nos homens. Fé no seu poder de fazer e refazer. De criar e recriar. Fé na sua vocação de Ser Mais, que não é privilégio de alguns eleitos, mas direito dos homens."(p.116)

"Falar por exemplo em democracia e silenciar o povo é uma farsa. Falar em humanismo e negar os homens é uma mentira" (p.117)

"Afinal o empenho dos humanistas não pode ser a luta de seus slogans contra os slogans dos opressores tendo como intermediários os oprimidos, como se fossem hospedeiros dos slogans de uns e de outros. O empenho dos humanistas, pelo contrário esta em que os oprimidos tomem consciência de que, pelo fato mesmo do que estão sendo hospedeiros dos opressores, como seres duais, não estão podendo ser." (p.123)

" Ao não ter este ponto de decisão em si, ao não poder objetivar-se nem a sua atividade, ao carecer de finalidades que se proponha e que proponha das sentido, ao não ter um amanhã nem um hoje, por viver num presente esmagador, o animal é ahistórico. Sua vida ahistórica se dá, não no mundo tomado em sentido rigoroso, pois que o mundo não se constitui em um não eu para ele, que seja capaz de constitui-lo como eu." ( p.127)

"A "situação limite" do  subdesenvolvimento, ao qual esta ligado o problema de dependência, é a fundamental caraterística do "terceiro mundo". A tarefa  de superar tal situação, que é uma totalidade, por outra, a do desenvolvimento, é, por sua vez, o imperativo básico do Terceiro  Mundo." ( p.136)

" A questão fundamental, neste caso, está em que, faltando aos homens uma compreensão crítica da totalidade em que estão, captando-a em pedaços nos quais não reconhecem a interação constituinte da mesma totalidade, não podem conhece-la, seria necessário partir do ponto inverso. Isto é, lhes seria indispensável ter antes a visão da totalidade do contexto para, em seguida, separarem ou isolarem os elementos  ou as parcialidades do contexto, através de cuja cisão voltaria com mais claridade à totalidade analisada."( p.137)

"Este movimento de ida e volta, do abstrato ao concreto, que se dá na análise de uma situação codificada, se bem feita a decodificação, conduz á superação da abstração com a percepção critica co concreto, já agora não mais realidade espessa a pouco vislumbrada" ( p.139)

" A metodologia que defendemos exige, por isto mesmo, que no fluxo da investigação, se façam ambos sujeitos da mesma - os investigadores e os homens do povo que, aparentemente,seriam seu objeto."(p.141)

" Do ponto de vista do investigador importa, na análise que faz no processo da investigação, detectar o ponto de partida dos homens no seu modo de visualizar a objetividade, verificando-se, durante o processo, se observou, ou não, alguma transformação no seu modo de perceber a realidade." ( p.142)

*  {sobre investigação temática} : (...) a ser objeto da analise, para os homens mesmo, como se fossem coisas, fazendo-se assim objetos da investigação. Esta, à base da qual se pretende elaborar o programa educativo, em cuja prática  educadores- educandos e educandos- educadores  conjugam sua ação cognoscente sobre o mesmo objeto cognoscível, tem de fundar-se, igualmente, na reciprocidade da ação. E agora, da ação mesma de investigar." (p.143)

"Neste sentido é que toda investigação temática de caráter conscientizador se faz pedagógico e toda autêntica educação se faz investigação do pensar" (p.145)

"Para entender, igualmente, a esta exigência fundamental, é indispensável que a codificação, refletindo uma situação existencial, constitua objetivamente uma totalidade. Daí que seus elementos devam encontrar-se em interação, na composição da totalidade.
 No processo da decodificação  os indivíduos exteriorizam sua temática, "explicitam" sua consciência real " da objetividade." (p.156)

" A tão conhecida afirmação de Lenine(*): " Sem teoria revolucionária não pode haver movimento revolucionário" significa precisamente que não há revolução  com verbalismo, nem tão pouco com ativismo, mas com praxis, portanto, com reflexão e ação incidindo sobre as estruturas a serem transformadas." (p.174)
 * On Politics and Revolution - Lenine

"O desejo de conquista, talvez mais que o desejo a necessidade da conquista, acompanhada a ação antidiálogica em todos os seus momentos." (p.194)

" É que, somente na medida em que os homens criam o seu mundo humano, e o criam com seu trabalho transformador- se realizam. A realização dos homens, enquanto homens, esta pois, na realização deste mundo do trabalho é um estar em dependência total, em insegurança, em ameaça permanente, enquanto seu trabalho não lhe pertence, não pode, realizar-se. O trabalho não livre deixa de ser  um quefazer realizador de sua pessoa, para ser um meio eficaz de sua "reitificação"; (p.203)

" A invasão cultural implica ainda, por tudo isto, em que ponto de decisão da ação dos invadidos está fora deles e nos dominadores invasores. E, enquanto a decisão não esta em quem deve decidir, mas fora dele, este apenas tem a ilusão de que decide." (p.225)


"(...) ninguém desvela o mundo ao outro e, ainda quando um sujeito inicia o esforço de desvelar aos outros, é preciso que estes se tornem também sujeitos do ato de desvelar.
 O desvelamento do mundo de si mesmas, na praxis autentica, possibilita as massas populares a sua adesão. (p.238)

" Não ha vida sem morte, como não ha morte sem vida, mas também há uma "morte em vida". E a "morte em vida é exatamente a vida proibida de ser vida." (p.242)


*{ cultura do silencio - Cultural action for freedom Freire }

" A investigação dos temas geradores ou da temática significativa do povo, tendo como objeto  fundamental a captação dos seus temas básicos, só a partir de cujo conhecimento é possível a organização do conteúdo programático para qualquer ação com ele, se instaura como ponto de partida do processo de ação, como síntese cultural." (p.256)

FREIRE,PAULO. Pedagogia do Oprimido.Edição de João Barreto, editora: Afrontamento, Porto:1972.






terça-feira, 4 de março de 2014

"Quiero hacer contigo lo que la primavera hace con los cerezos" - Pablo Neruda 

Eu sabia. Eu sei. Eu sempre soube.
Que de alguma forma iria brotar novamente. Não apenas brotar, mas também florescer regado à delicadeza.
 Eu sabia. Eu sei. Eu sempre soube.
 Que de alguma forma esta asfixia  que tem feito o amor desfalecer, iria tomar folego nesta sublime sutileza.  É incrível a maneira que a nossa humanidade tem de se refazer.
Estou te aguardando pacientemente minha primavera.

Graci Furby


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014



Ai de repente você chegou no grande talvez da sua vida. Aquilo que você  quis aquela fuga, aquele sonho...aquele "e se..."  aconteceu. Dialogando com a solidão,  aqui sentada comigo mesma. A xícara de chá ainda  esta ao lado do livro que me disse:  que ha duas coisas para qual  eu nunca estarei preparada, o amor e a morte.Li  ainda mais: que não há como me  preparar e nem como prever ambos.

 O amor que sinto como sinto e onde tenho guardado ele somente eu que sei, eu posso tentar explicar, descrever, mesmo inutilmente pois amor só é amor quando sentido...detalhar ele a você mas somente eu sei, o prazer, as delicias, e o sabor... e como  é estranho de repente quem você ama estar do outro lado do oceano, Pois é. Quando começa a arder um pouco a saudade, procuro me lembrar que a distancia é algo bem relativo, você pode se  sentir sozinha quando esta rodeada de pessoas, mas é engraçado como a saudade tem sido de certa forma boa ainda, é legal a gente sentir falta de quem a gente realmente ama e perceber quem realmente sente a nossa falta.
Percebo que estes laços mesmo distantes ainda permanecem comigo. E que somente irei encontrar novamente aqueles que realmente foram estabelecidos sinceramente e pelo amor.




Graci Furby

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Pedagogia da autonomia - Paulo Freire


"A curiosidade como inquietação indagadora, como inclinação ao desvelamento de algo, como 
pergunta verbalizada ou não, como procura de esclarecimento, como sinal de atenção que sugere 
alerta faz parte integrante do fenômeno vital. Não haveria criatividade sem a curiosidade que nos 
move e que nos põe pacientemente impacientes diante do mundo que não fizemos, acrescentando a 
ele algo que fazemos. "(p. 32)

"Gosto de ser homem, de ser gente, porque não está dado como certo, inequívoco, irrevogável que sou ou serei decente, que testemunharei sempre gestos puros, que sou e que serei justo, que respeitarei os outros, que não mentirei escondendo o seu valor porque a inveja de sua presença no mundo me incomoda e me enraivece. Gosto de ser homem, de ser gente, porque sei que a minha passagem pelo mundo não é predeterminada, preestabelecida. Que o meu “destino” não é um dado mas algo que precisa ser feito e de cuja responsabilidade não posso me eximir. Gosto de ser gente porque a História em que me faço com os outros e de cuja feitura tomo parte é um tempo de possibilidades e não de determinismo. Daí que insista tanto na problematização do futuro e recuse sua inexorabilidade. Gosto de ser gente porque, inacabado, sei que sou um ser condicionado mas, consciente do inacabamento, sei que posso ir mais além dele.
Entre nós, mulheres e homens, a inconclusão se sabe como tal. Mais ainda, a ínconclusão que se reconhece a si mesma, implica necessariamente a inserçãp do sujeito inacabado num permanente processo social de busca." (p.52) 

“É o saber da História como possibilidade e não como determinação. O mundo não é. O mundo está sendo. Como subjetividade curiosa, inteligente, interferidora na objetividade com que dialeticamente me relaciono, meu papel no mundo não é só o de quem constata o que ocorre, mas também o de quem intervém como sujeito de ocorrências. Não sou apenas objeto da História, mas seu sujeito igualmente. No mundo da História, da cultura, da política, constato não para me adaptar,mas para mudar”. ( p. 76-77)

[...] Sempre recusei o fatalismo. Prefiro a rebeldia que me confirma como gente e que jamais deixou de provar que o ser humano é maior do que os mecanismos que o minimizam."(p.115)

"A importância do silêncio no espaço da comunicação é fundamental. De um lado, me proporciona que, ao escutar, como sujeito e não como objeto, a fala comunicante de alguém, procure entrar no movimento interno do seu pensamento, virando linguagem; de outro, torna possível a quem fala, realmente comprometido com comunicar e não com fazer puros comunicados, escutar a indagação, a dúvida, a criação de quem escutou. Fora disso, fenece a comunicação" (p.117)

"A humildade exprime, pelo contrário, uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém. A falta de humildade expressa na arrogância e na falsa superioridade de uma pessoa sobre a outra, de uma raça sobre a outra, de um gênero sobre o outro, de uma classe ou de uma cultura sobre a outra, é uma transgressão da vocação humana do ser mais. O que a humildade não pode exigir de mim é a minha submissão a arrogância e ao destempero de quem me desrespeita. o que a humildade exige de mim, quando não posso reagir a altura da afronta, é enfrenta-la com dignidade.a dignidade do meu silencio e do meu olhar que transmite o meu protesto possível "(p.121)

"Estou convencido, porém, de que a rigorosidade séria disciplina intelectual, o exercício da curiosidade epistemológica não me fazem necessariamente um se amado, arrogante, cheio de mim mesmo. Ou, em palavras, não é a minha arrogância intelectual a que fala de minha rigorosidade científica. Nem a arrogância é sinal de competência nem a competência é causa arrogância. Não nego a competência, por outro lado, de arrogantes, mas lamento neles a ausência de simplicidade que, não diminuindo em nada 
seu saber, os faria melhor. Gente mais gente. "(p.146)

FREIRE,PAULO. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Eu sou o mensageiro - Markus Zusak




"Ela esta lá dentro sozinha, preparando o jantar, depois se sentou, comeu e tomou um chá. Acho que ela comeu uma salada e tomou uma sopa.

 E a solidão.
 A solidão como sobremesa.
Gostei dela. "( p.13)

"Por que eu ? - Pergunto a Deus.

Deus não diz nada.
Eu caio na gargalhada, e as estrelas ficam só olhando lá de cima.
É bom estar vivo." ( p. 148)

" Enquanto as crianças dançam no jardim sob o céu noturno e as luzes, vejo uma coisa.
Lua e Marie estão de mãos dadas.
Parecem muito felizes curtindo, este momento, vendo as crianças e as luzes em sua velha casa de alvenaria.
Lua beija Marie.
É só um beijinho de leve nos lábios.
E ela retribui o beijinho.
Ás vezes as pessoa são bonitas.
 Não pela aparência física.
Nem pelo que dizem.
Só pelo que são. " ( p. 199)

" Na minha cabeça, toca uma musica vermelha e preta.
É a manhã seguinte.
 A manhã do ás de copas.
Eu sinto como se fosse uma ressaca." ( p. 239)

" Mas acho que isto significa que o cara precisa de vida em sua vida. " (p. 249)


" A principio, ele só continua andando.  Só quando olho pros nossos pés é que me dou conta de que na verdade não estamos indo a lugar nenhum.
É o mundo que se move - as ruas, o ar e os pedaços escuros de um céu interno.
Eu e o Ritchie estamos parados." ( p. 267)

" É inegável como a verdade como ser brutal às vezes. Só para admirá-la." ( p. 270)

" O sorriso de Marv  e as lágrimas enorme em seu rosto estão entre as coisas mais lindas que já vi. "             ( p.290)

" O abraço é tão apertado que dá até para sentir o cheiro dele, e o sabor da alegria que ele esta transpirando" ( p. 291)

" Ela se permite me amar por três minutos.
Será que três minutos podem durar pra sempre? , eu me pergunto, mas já sabendo a resposta.
Provavelmente não, respondo. Mas talvez durem tempo suficiente." ( p. 297)

"E é aí que a ficha cai.
Em um belo, doce e cruel momento de clareza, eu sorrio, olho para uma rachadura no cimento  e digo pra Audrey e pro Porteiro adormecido. Digo o que estou lhe dizendo:
   Eu não sou o mensageiro.

Eu sou a mensagem. " ( p. 318)