terça-feira, 15 de outubro de 2013


Aquela sensação de : Vamos conquistar o mundo!

 E não é uma questão de eu querer conquistar , de eu querer a conquista,o ponto é : ele precisa urgentemente ser resignificado,impregnado de sentido, de vida, de sensibilidade.
 Eu não quero o mundo pra mim, eu não quero o mundo pra nós : eu quero o sopro de vida. A vida minha que cruza com a sua, que dialoga, que se multiplica... que cria algo neste mundo que só copia, que imita, que perde  o sabor.

Aquele momento que você descobre a fruta, e fica pensando que as pessoas só falam do bagaço.  Que as vezes" é não tem a fruta, não tem mesmo só tem bagaço", mas porque diacho a gente não lembra da semente que tá no bagaço.

Poxa vida mundo, pessoas, sociedade, você ai, EU : Não esquece da semente!


Graci Furby.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Tem dias que a gente cansa.
Tem gente que cansa os dias.

 Tem dia que a vida muda.
Tem algumas vidas que mudam o dia.

Tem me feito muita  falta, corações com menos calos. Olhares mais sinceros.
 Meu maior medo, é cansar de tentar. E ao mesmo tempo saber, que tudo isto não passa de um tempo que temos para fazer varias tentativas e agarrarmos  aquilo que nos toca. Acho que este sorriso nu sincero, escandaliza aqueles que já usaram e se vestiram de muitas paixões sem amor.

Eu desejo o nu, o sincero. O desvestir aquilo que não me cabe mais.



Graci Furby


domingo, 6 de outubro de 2013

Sobre laços e nós.


" Tudo é relativo: hábitos, aparência...são preconceitos e nada mais." Dostoiévski

Esta relatividade  as vezes me sufoca,  me aperta entre seu polegar e indicador, me despeja dentro de um frasco, me fecha  e me sacode. Esta relatividade que pode ser fechada com laço, e com fita  dentro de um embrulho recheado de surpresa, onde eu só preciso usar estes mesmos dois dedos para desfazer o laço, abrir e me surpreender.

O meu grande problema é que as vezes falta laço, e só sobra nó.  O nó do hábito. Esta teimosia de escolher o perfume ao invés do espelho. Esta mania tinhosa de lamber até a ultima gota,  e não aceitar o guardanapo.

O problema é que  ainda permanece estendido, hasteado, sacudindo, me sacudindo os pré-conceitos. Os  preconceitos ali bem fixados.  A previsibilidade e escolha dos  sonhos possíveis, apenas os possíveis. O sonho verdadeiro que decola sufocou com o peso do horizonte, tomou dose extra de liberdade  e compadeceu com a possibilidade, com o pré-conceito, com a estabilidade. Trocou a dose de alegria por certeza. E morreu. 

E que desate, desfaça e acabe este nó. 


Graci Furby.