domingo, 27 de janeiro de 2013

Espero com toda minha fé, com todo meu coração. Que as pessoas são esqueçam tão fácil do dia 27 de janeiro de 2013, muitas pessoas morreram hoje. Enquanto as pessoas podiam  morrer e morreram... a exigência era de que as comandas fossem pagas(?). Fico pensando a que ponto chegamos, as pessoas perderam a humanidade, qual o valor proporcional entre dinheiro e gente, gente que podia ter sido eu ou você. Não quero ser  demagógica, mas realmente, meu coração hoje ficou em luto. Tristeza este sistema que a gente vive, e as atitudes/posturas absurdas que as pessoas tem/tomam por serem subjugadas à outras.
 Meus sinceros sentimentos, as 233 vítimas de hoje,  a cada família, amigo... a cada sonho que morreu hoje, a cada amor que encerrou.
Não apenas aos 233 de hoje, mas a cada  vitima que compõem o "índice" .... por uma saúde pública  muito mais do que precária,  por cada bala perdida  que acha a um jovem, uma criança, um ser humano... pela segurança pública lastimável, a violência  abundante é a febre de um sistema injusto em crise, pela desnutrição que mata e muito ainda no Brasil e em tantos outros lugares... e as infinitas mazelas de nosso dia a dia.
 A pergunta é: até quando ?


Graci Furby

Foto da Folha de São Paulo

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1221388-proprietario-depoe-e-confirma-alvara-vencido-de-boate-incendiada.shtml

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Loopings

Minha vida parece uma montanha Russa.
 Com vários altos e baixos.
 Eu já deveria ter me acostumado, mas sempre acabo vomitando e passando mau no final.

Mas quer saber?

 Os loopings sempre acabam valendo a pena.


Graci Furby

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013


Eu estou com um grito, que tem que ficar mudo. Preso dentro da garganta.

Hoje eu vi um tucano. Lindo magnífico a combinação de cores dele era perfeita, o bico dele  era feito do material mais brilhante e resiste que eu já vi. Ele custava seis mil e quinhentos reais, e ficava preso dentro de uma gaiola, pulando de um puleiro para o outro. Eu fiquei cerca de 5 min. parada em frente a gaiola, e juro: aquele tucano por alguns segundos, parou do revezar  sufocante desesperado, e olhou pra mim. Eu. Parada. Tentada realmente a abri-lá.
A porta era pequena... Ele não conseguiria sair rapidamente, se ele voasse provavelmente não teria nem onde ficar ( a loja era bem no centro da cidade), provavelmente seria pego por outra pessoa...
Ah, mas veja bem, poxa vida...afinal ele iria voar um pouco, quanto tempo fazia será que ele não voava
Ok. É uma ótima ideia: abrir a gaiola!
O que será aconteceria comigo?
 Mandariam me prender?
Por tentar abrir a gaiola do tucano, provavelmente algo do tipo: dano a propriedade privada.
Mas desde quando o tucano passou a ser de alguém? Porque alguém pode vender ele por quase 7 mil reais?!
Dei meia volta,  sai da loja.
Permaneci em um local o resto da tarde, fazendo alguma outra coisa. E tentando não pensar no tucano.

Como eu estou me sentindo hoje? É basicamente igual o tucano.
Eu sei, que você já deve estar vomitando o discurso das bases igualitárias, do sistema que te engole, no seu trabalho que te suga... mas me diz: como abrir a gaiola do tucano?
 Não tenho 6,500 mangos!

Tá sentindo o desespero?

E  o negócio aqui tratado, que esta me borbulhando por dentro... não é uma questão só de tucanos. É uma questão de toda a porcaria da iniquidade.


Graci Furby

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Um amor aventureiro

Tenho um pouco de medo, de acreditar no surpreendente, esperar o aventureiro, e no final... ser aquela mesma história de sempre: a mesma conversa, a mesma falta de conversa, e aquele silencio constrangedor.
Eu quero o silêncio confortante, aquela fala sem palavras. Os olhos transbordantes daquilo de melhor que se tem por dentro. E o sorriso que ilumina.
Eu quero, eu realmente quero.

Gosto do modo de como o suspense paira no ar. O comum me aborrece, o diferente é quem me chama.


Graci Furby