terça-feira, 11 de dezembro de 2012

É assim:
Os sonhos aparecem...ai a gente se frusta, desacredita neles, e eles desacreditam da gente... e eles somem. Só aparecem de novo para quem a sabe fazer da fagulha a fogueira.
 Seu sonho te pediu para dar uma recadinho:
- Só leve com você aquilo que consegue carregar no seu coração.
Descomplica um pouco menina!


Graci Furby

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Final Feliz.


Eu não tenho para onde ir hoje. Nenhuma mão para segurar no momento. E nem um cachorro para puxar pelo rabo. Um coração solitário chutando lata na rua e andando por ai... Um coração que bate tão rápido que zuni talvez. Mas olhando para este céu estrelado, um casal lá longe que tem plumas brancas em vez de cabelos que existiram antes. Acho que este solitário velho coração que habita em menina ainda tem alguma chance. É como se eu soubesse o que eu não sei. Só não me pergunte como eu estou hoje, talvez eu não use as palavras direito.
Estas tardes de começo me inverno, são realmente mágicas,as folhas caem como tapete , e o frio pinta a ponta do nariz de vermelho. Eu pego no ar o cheiro, e seguro nuvem na mão até ela virar chuva, eu abraço o raio do sol. Eu falo com cachorro eles sempre tem o olhar sincero sem palavras que falam: sim eu vou te esperar até você voltar. E eu ainda escorrego de meia pela casa, e sabe, eu não me importo.
            Eu não gosto de ficar horas na frente do espelho. Eu não sei andar de salto. Eu não tenho um pijama de mulher por sinal todos eles ainda são largos e com algum desenho... Ou quem sabe só uma regata velha. Eu gosto do meu mundo, talvez eu seja a Dorohty no caminho de tijolinhos amarelos, seria ótimo compartilhar ele com alguém.
            Hoje meu coração começou a se queixar desta solidão e porque eu não arranjo alguém de uma vez. Mas quando eu vejo aquele casal, sim ,aqueles com cabelos tão brancos que parecem plumas ... Eu sei que de alguma forma o “felizes para sempre” ainda existe. E final feliz não ,porque se é realmente feliz não tem final.




 Graci Furby

Tristeza.


Matar é pecado... Mas eu matei minha tristeza. Fui tirando ela pedacinho por pedacinho, lasquinha por lasquinha, até não sobrar nenhuma gota! Desculpa as lágrimas que me servem de colírio, às vezes, mas, chega de brotar aqui. Meu sorriso esta meio torto, minha gargalhada meio falhada.  Mas continuo tentando. E até agora tem dado certo.
            Dona Tristeza lhe dou um mês para você empacotar toda sua desesperança, pouca fé, e ruína. Porque eu estou arranjando outro inquilino.


Graci Furby

Boneca de pano.


Boneca de pano é assim. Feita por avó.  Resistente aos tombos da vida. Junta um retalho daqui, um pedaço de fita de lá, é construída com toda diversidade, com toda simplicidade. Jamais vai ter uma vida só protegida por uma caixa, observando tudo da prateleira. Pode viver menos, rasgar mais, não porque é mais frágil, mas porque realmente experimentou a infância de perto.

Graci Furby

Bagunça.


Bagunça boa esta que a gente às vezes se permite. Tirar o pé do chão, e deixar a cabeça girar um pouco entre mim e você. Reconsiderar, dar uma nova olha nos fatos velhos. Reciclar, os ares, os amores, as dores...
            Deixa o sol mostrar a bagunça. Deixa a verdade transbordar. Deixa a sinceridade inundar. Não precisa ser tudo sob medida, vamos acabar com esta sob pressão.
Graci Furby 

Laço.


Prefiro o laço. Que segura sem apertar. Que fecha sem prender. Que uni dois, em um. Que enfeita a vida. Que não é tão fixo e imutável.  Que não é difícil de desfazer. Que é leve, não é sofrido.  Que depende do cuidado para não desmanchar. Que é tão fácil de fazer depois que a gente aprender um pouco com a vida.
Mas o nó, o nó eu não suporto.

Graci Furby

Perdendo.


Perdi o juízo, e arrisquei. Falei tudo o que estava passando na cabeça. Deixando de mostrar o que eu não sou. Mostrando que eu, não sei quem sou. Cessar de tanto ter. Afrouxando um pouco a vida. Perdi a hora, e ganhei o dia.  
Perdendo o velho horizonte de vista, guiada sem bussola. Naufragando no novo mar. Perdendo um pouco a gente ganha mais. Cansei de ser a vencedora. 

Paciência.


Quando a preocupação secar sua boca, afundar seus olhos em olheiras, arder no seu estomago, minar seu sono do travesseiro, atrapalhar sua visão de mundo. Eu vou te pedir um pouco mais de paciência.
Saber esperar, navegando na angústia, e esta, você não deixa ficar na maré alta sempre. Faz um acordo com a lua.      E muito cuidado para os seus sonhos não se afogarem.
A alma pede calma. O corpo pede mais alma. Enxergar um pouco alem do pragmático. O neurótico ao meu lado fala que isto é normal,  a tarja preta que deveria funcionar, censurou à vida ao redor.
Esperar a semente florescer. Sem esquecer aquilo que você plantou.
  Graci Furby



Respostas.


Daqui de cima deste momento. Eu continuo me sentindo para baixo. Ás vezes é o instante que atrasa um pouco meu relógio, da um pouco de paz na minha pressa. A pausa semibreve.  Ainda bem que eu não desacreditei na fé do tamanho de um grão de mostarda.
 Onde vou achar  enfim, um pouco mais de perseverança. Afinal, no final das contas a gente nem sabe muito bem quais são a soma dos fatores. E porque a gente sempre complica os resultados. Percebendo que eu não tenho encontrado as respostas nos fatos. As respostas que eu tenho indagado tanto, ecoam na amplidão do céu estrelado.

Graci Furby

Armadura.



A minha armadura, está mais flexível. A minha couraça esta meio comida pelas traças. Não tem coberto bem o que eu escondo no peito do lado esquerdo.  O meu elmo, esta meio desajustado, impedindo uma visão mais ampla. O meu escudo, mesmo gasto e não tão brilhoso quanto antes, tem me protegido muito bem dos dardos inflamados. 
A minha espada, esta tão afiada como as palavras na ponta da minha língua. As maiores batalhas são preparadas aos menores guerreiros. Sabedoria, habilidade é melhor que quantidade. Na pressão apressada, do dia a dia.

 Graci Furby 

Fluir


A vida é fluente. A alegria pode ser corrente. E as pessoas não são concorrentes. Seus olhos estão fundos no seu rosto. A resaca depois da maré tão cheia. E no profundo dos seus olhos, eu vejo o brilho. Eu enxergo melhor a vida através de você. Eu me movo dentro do seu amor.
E no profundo dos seus olhos, eu enxergo sua melhor parte. Consigo sentir através das suas palavras o que você tem reservado para mim no fundo do seu coração.  Um rio que flui, em cada veia do seu corpo. Um oceano inteiro de amor, que o seu coração propaga. Creio que a gente que faz o tempo. Que faz o arco-íris na chuva. Que tira da cartola o coelho branco. Tentar.
 Graci Furby

Mais. Menos.


Mais descanso. Menos sono.
Mais criatividade. Menos repressão.
Mais abraço. Menos solidão.
Mais música. Menos barulho.
Mais silencio. Menos arrependimento.
Mais pedalar. Menos stress.
Mais perfume. Menos, apenas cheiro.
Mais liberdade. Menos cárcere privado.
Mais laço. Menos nó.

 Graci Furby

Despertencer ao mundo.


Despertencer de quem não pertence a mim. Que prefere a brandura. O médio. O meio termo. As meias palavras.  O morno. O cinza. Mediano para não sair da média.
Não parar no suficiente. Naquilo que basta para você, e não pra mim.  Ocupando um lugar razoável entre o conforto e o sofrimento. O bom versus o medíocre.
 Quero pertencer ao aprazível, ameno, delicioso.  

Graci Furby

Comida


Degusto a vida, sem dieta. Adoçando o máximo possível. Este açúcar não dá cárie e faz o sorriso muito mais sincero e bonito. Você pode escolher o prato do dia. E mudar um pouco o cardápio da minha vida.
Não me preocupo com o ponteiro da balança, quebrei o ponteiro do meu relógio me desprendendo um pouco das medidas. 

Graci  Furby 

Chaves


Sempre tem que encaixar. Tem que ser apropriado a lingueta de metal imutável da fechadura. Caber. Ser moldada de acordo. Achar a chave, que às vezes perdemos para dar partida na vida. Abrir com a chave da esperança o cadeado da janela do nosso horizonte. 
Graci Furby 

Árvores


Eu deveria aprender a observar melhor as árvores. Ser a última folha, teimosa a cair no outono. Esperar as folhas verdes brotar novamente. Não esquecer de florir na primavera.
Não sei em qual estação do ano a sua árvore esta. Só sei que depois do inverno, sempre tem a primavera.
Graci Furby 

Vestido de casamento.


Você pode me usar como um grande anel de ouro no seu dedo. O corredor da vida eu percorro com meu pai. Mas estaria  disposta a dizer um sim á você.
Meu vestido agora esta branco e integro. Agora as nossas mãos esquerdas podem suportar um ao outro.  Como presente, eu agrego a minha vida na sua. Para quanto mais a gente se dividir, a gente mais multiplicar a vida. Mão limpas, um coração sincero.

 Graci Furby

sábado, 3 de novembro de 2012

Guarani-Kaiowa


E depois que a gente limpa um pouco os olhos, a gente enxerga melhor. A vida e principalmente as pessoas que nos cercam.
 A gente percebe que a mistica esta em cada ato, em cada palavra, entre aquilo que me move e aquilo que te toca. E que meus sonhos estão todos conectados por um tear gigantesco feito pela humanidade.
Que a gente vai assim apreciando a vida, contestando o incontestável  Vai assim mudando, recriando, não aceitando aquilo que fazem nos outros e ferem  na gente.
 A gente enxerga  como é rica as nossas diferenças, e se recusa a se adaptar...vai assim se ralando, mas nunca modelando, nunca se formando.

Nada de hipocrisia, eu quero o sentimento puro e verdadeiro!

 Um só povo, uma unica nação!

Meu sangue ferve com o sangue inocente derramando! Meu sangue assim meio verde... feito passarinho que quer ser solto, mas espera preso na  gaiola de concreto!

Como eu queria Kaiowa ter a sorte deste sangue guerreiro!

Graci Furby

domingo, 21 de outubro de 2012


Palavra do dia: inefável.
Se você não sabe o que é vai descobrir... vai explicar aquele sentimento bom e grande que esquenta a gente por dentro sabe ?Ou aquilo que arranja nosso chão as vezes. Aquilo que a gente não consegue explicar
Graci Furby

quinta-feira, 18 de outubro de 2012


Doeu mas acho que desta vez aprendi. A gente não pode colocar o amor dentro de uma caixinha entregar para alguém e esperar que esta aguente te devolva na mesma caixinha.
Doeu mas eu falei, melhor  falar do que matar o amor engasgado com o não dito.
 E se foi amor, não sei ... 
Estou pensando que não, não me fez sentir as borboletas, ficou uma sensação que acabou antes de começar.

Graci Furby 

domingo, 7 de outubro de 2012

Fazendo o sol.



A gente vai assim, rascunhando a tentativa. Arriscando daqui, ganhando de lá, riscando fora da lista o impossível. Rabiscando um caminho melhor.
A gente inventa. A gente concerta, costura, cola, recorta. Acabou? A gente tira a ultima raspa, faz de conta que não existiu. Eu coloco aquela flor vermelha no cabelo do nosso primeiro encontro, e a gente refaz tudo novo de novo.
A gente vai assim, fazendo o sol no pé de chuva.

Graci Furby.

Escarlate.



Para a melancia o vermelho. Para a grama verde. Para o sol amarelo ouro. Para o céu azul, azul claro, para um céu mais claro. Para a chuva parar, guarda chuva. Para você parar, para observar o mundo.
Tons, semitons... Cores, sem cores. Todas as cores. Como você tem usado sua paleta?
 Como você tem disposto seu amor, e colorido sua vida?
Não se esqueça de limpar o pincel, antes de recomeçar. Não se esqueça da borracha para perdoar. Não esqueça do vermelho para amar, e entre os seus vários tons, prefiro o escarlate!

Eu quero!




Eu quero cabelo bagunçado. Férias para a escova de cabelo. E folga para o espelho.
Gentileza no bom dia. Acompanhado de um sorriso, para enfeitar o dia.
Travesseiro seco. Sem pesadelo. Sono tranquilo.
Musica que inspira. Que enche o espaço. E mexe com a gente.
Riso solto. Sem gargalhada reprimida. Sem medo do ridículo.
Amor maior. Para adoçar a vida!


Graci Furby.

sábado, 29 de setembro de 2012

Namore uma garota que lê - Rosemarie Urquico.

Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos.

Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas.

Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criado pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro.

Compre para ela outra xícara de café.
Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gostaria de ser a Alice.

É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, E. E. Cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade, mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa.

É que ela tem que arriscar, de alguma forma.
Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim. E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.

Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem.

Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até porque, durante algum tempo, são mesmo.

Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype.

Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas.

Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.

Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve"


sábado, 30 de junho de 2012




 Silêncio, é  o tipo de artigo raro hoje em dia.
 A vida esta muito ruidosa e rápida.
 A gente usa música para preencher o silêncio. A gente   não sabe como  agir no  vazio, amplo,  com o nada, calmo...afinal é tudo tão otimizado, o ótimo é o ágil e útil, o neurótico é o estigma na contemporaneidade. Ferroado um pouco mais, a cada nova tendência. Esqueci oque é  simples, o  verde e azul, a paz... (?)
  Quando foi a última vez que você conseguiu esvaziar a sua mente?
   Conseguiu ficar de  bem, sozinha com você mesma?
    E meu medo de hoje, é que eu tenha esquecido da minha essência...é tanto medo, tanto ter para ser.
   É tanto barulho e pouco som. 
  O timbre, a cor, o perfume, a espera, o encontro, o detalhe, tudo foi engolido pelo instantâneo. 
   Amar tanto o antiquado, é uma forma de negação do presente. 
   


Graci Furby 

terça-feira, 29 de maio de 2012


Sabe é um limite bem proximo que separa sonho de ilusão, e as vezes é complicado achar o equilíbrio.
Idelização e prática as vezes não condisem, mas só o concreto ?
Me recuso a aceitar esta realidade posta miserávelmente.

 Tenho a impressão que martelo sempre na mesma  tecla, na mesma nota, no mesmo tom, mas um dia... a sinfônia saí!

Graci Bijega

domingo, 22 de abril de 2012

"Por isso nunca ficamos desanimados. Mesmo que nosso corpo vá se gastando, o nosso espírito se renova a cada dia. Essa pequena e passageira aflição que vivemos vai nos trazer uma glória enorme e eterna, muito maior que o sofrimento." 2 Coríntios 4: 16

segunda-feira, 16 de abril de 2012

As Crônicas de Nárnia - C. S. Lewis.

Mexendo nas minhas coisas, pego este fantástico livro em minhas mãos... que delicia que é!
Meu livro favorito para sempre !



"De repente (nunca souberam como aconteceu ) , foi como se a face de Aslam se torna-se um mar de ouro no qual FLUTUAVAM, inexprimível força de TERNURA passavam por eles por dentro deles, e sentiram que jamais na vida haviam sido REALMENTE FELIZES bons ou sábios nem mesmo VIVO E DESPERTOS ,até aquele momento . A lembrança desses instante permaneceu com eles para sempre , enquanto viveram ,se alguma vez se sentiam tristes , amedrontados ou irados , a lembrança daquela bondade dourada retornava , dando-lhes a certeza que tudo estava bem .E sabiam e podiam encontrá-lo ali perto numa esquina ou atrás de um porta . "

"Quando as coisas vão mal , parecem que vão de mal á pior durante certo tempo; mas quando vão bem parecem cada vez melhores "

"Riam sem temor criaturas .Agora que perderam a mudez e ganharam espirito , não são obrigados a manter sempre a GRAVIDADE.Pois também o humor , e não só a justiça , mora na palavra."

"Pois o que você vê e ouve depende do lugar em que você se coloca , como também de quem você é . "

"O Leão abriu a boca , mas não produziu nenhum som : estava SOPRANDO , um sopro prolongado e cálido . O sopro parecia balançar os animais todos , como o vento balança uma fileira de árvores. Lá em cima , além do Véu de céu azul que esconde, as estrelas cantaram novamente : uma musica pura , gelada , difícil . Depois vindo do céu ou do próprio Leão surgiu um clarão feito fogo ( mas que não queimou nada ) . As duas crianças sentiram o sangue gelar-lhes nas veias . A voz mais profunda e selvagem que jamais haviam escutado estava dizendo : - Nárnia ! Nárnia ! Desperte ! Ame! Pense! Fale! Que as árvores caminhem ! Que os animais falem ! Que as águas sejam DIVINAS "

"Criaturas , eu lhes dou a si mesmas"

"Cuidado para que o ar pesado não confunda seu espírito. Os sinais que aprendeu aqui surgirão sob forma bem diferentes ao depará-los lá . É importantíssimo conhecêlos de cor e desconfiar das " aparências " . Lembre-se dos sinais , acredite nos sinais . Nada mais importa ! Agora Filha de Eva , adeus ."

- Você há de encontrar-me querida . Disse Aslam.-Está também em nosso mundo ? Perguntou Edmundo.-Estou mas tenho outro Nome. Têm de aprender a conhecer-me por esse nome . Foi por isto que os levei á Nárnia para que , conehcendo-me um pouco , venham á me conhecer melhor . "

"Era assustador chegar á beira do abismo , principalmente porque o Leão nao ia na frente mas AO LADO dela "





domingo, 15 de abril de 2012

Sorriso meio doído.


E no final acho que a dor tem a função de aproximar as pessoas e dividir melhor o amor.
Não que no meu ver haja mérito na dor, de forma alguma. Nem que a minha dor é maior que a sua... mas sim , que ela é inevitável, e não tem como ser transferida, ou evitada. A minha ou a sua, doem e passam a seu tempo.
O mérito esta na escolha, de querer sofrer ou não.


terça-feira, 10 de abril de 2012

Você foi, e eu fiquei com a saudade.


Eu sinto que eu estou um tom mais baixo.
Em um tempo mais lento.
Com um coração exprimido.
Sem vontade de sair.
Com o joelho meio bambo.
Sem borboleta no jardim.
Com um sorriso doído.
Sem arco íris na cartola.
Com um abraço restringido.
Sem o jogo na cintura.
Com um sono, meio acordado.
Sem truque na manga.
Com uma saudade gigante.

Mas me sentindo maior por dentro... acho que toda tristeza no fundo é uma semente para a gente aprender a florescer interiormente.





quinta-feira, 5 de abril de 2012

Os Mandarins- Simone de Beauvoir


"Quando esta tudo perdido só o que resta é brincar com coisas bobas"

" E que absurdo eram os dias, a se repetirem de semana em semana, de século em século, sem irem ter em parte alguma! Viver era aguardar a morte durante quarenta ou sessenta anos, patinando no nada! Por isso é que estudava com tanto zelo! Só os livros e as ideias resistiam a tudo, só eles me pareciam reais."

"...os livros guardaram para mim um gostinho de eternidade."

" Você sabe, a gente não tem outra missão além que escolhe."

" Mas pode ser que aqueles cuja mão eu apertava estivessem tão habituados a entediar-se, que não notavam, sequer talvez ignorassem que o ar pode ter outro gosto ."

" Feliz dizia-me eu, aquele que pode encarar de frente a verdade de sua vida e com isto regozijar-se, feliz aquele que a decifra nos rostos amigos."

" Eu compreendia que Lambert se aborrecia com esta paz que nos devolvia nossas vidas, sem nos devolver nossas razões de viver."

" Você já notou como a gente se sente vazio depois de um dia cheio."

" Mascarar nossas diferenças não é dar-lhes solução."

"Quando um homem da maior importância ao som da sua voz do que ao sentido de suas palavras, onde esta sua sinceridade : "

" Este belo dia também, ele o vivia depressa. Dia após dia, a gente acaba por apressar a vida!"

"... assim deveria mostrar-nos o que é digno de ser amado sobre a terra. E deveria também torna-lá um pouco mais habitavel, escrevendo bonitos livros.Parece-me que este é o papel da literatura."

" O que mais censurava em si era tratar as pessoas como coisas."

" Para isso é que serve a literatura: mostrar ao mundo aos outros como a gente vê as coisas."

" Em certo sentido, pensou, a literatura é mais verdadeira que a vida. Dubreuilh zombou de mim, Louis é um sujo, Paule me envenena a existência e eu sorrio a todos. No papel a gente vai até o fim daquilo que sente."

" A gente na vida se nega a si mesmo sem cessar, e os outros nos contradizem."

" É muito cômodo a ignorância porém não da medida a realidade."

"...a dúvida é nossa primeira defesa, mas não se pode confiar nela."

sexta-feira, 16 de março de 2012

Eu sei, mas não devia. Marina Colasanti.


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.


A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

terça-feira, 6 de março de 2012

Um dia muito Amelia Poulain


Sabe aquele seu filme favorito, aquele seu livro de romance que você nunca tira da sua cabeceira, que parece que esta lendo você ao invés de você ler ele.. com vários marca páginas dispostos dentro dele, naquele capítulo que você mais gosta e sempre chora.
Sabe aquela espera boa, onde os personagens sempre descobrem a moral da história, aquele suspense que paira no ar, aquele drama onde se descobre a parte mais nobre?
Aquela música que você ouviria mil vezes, não importando onde você esteja ou como estiver o seu dia, você liga ela e ela te desliga do mundo.
Aquele momento antes de dormir, que parece que é eterno onde você pensa em toda sua vida e se ela faz sentido?
Eu gosto do cheiro de livros, de andar descalço na areia , do som do piano e como ele preenche o espaço ,da sensação boa quando uma mão segura a nossa mão, de um sorriso sincero sem motivos, de observar as arvores quando esta vento, de usar cachecol no inverno, de me sujar com tinta.
Gosto de ruídos como quando o papel esta rasgando, uma página virando, passarinho levantando voou, quando o chão no outono esta coberto de folhas e elas secas no chão estalam sob nossos pés quando andamos.
São estes pequenos prazeres que me fazem sentir mais viva.
Quando as coisas ficam muito tensas e estes prazeres se calam, eu começo a morrer um pouco... gerando um grande aviso de alerta e me fazendo desacelerar.
Você pode me achar esquisita, anacrônica, mas entenda, o hoje, o momento, é muito pouco para mim, o meu coração transborda e anseia bela eternidade.

Graci Furby


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Um grande medo (?)



E quando o pensar lhe impedir de sentir?

Evitar a vida.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Um pequeno GRANDE problema.


Fala-se, discute-se, debate-se, escreve-se, mas e sentir?
Acho que as pessoas esquecerem, ou não tem mais coragem de se arriscar e sentir o amor.




Depois de você, meu amor ficou maior e meu mundo mais colorido.

domingo, 8 de janeiro de 2012

De alguma forma, vai dar certo.



Aquela sensação de:eu sei que vai dar certo de alguma forma...

Acho que nunca fiz uma escolha decisiva na minha vida, tentei fazer da melhor forma, escolhi ser feliz, e até agora acho que tem dado certo.
Aquela paz boa, sem algo mirabolante ter acontecido. Aquela paz que vem com o vento de final de tarde e o céu se tingindo.
A felicidade no simples, acompanhada de uma fatia de melancia, balançar alto na rede, tomar banho de chuva, girar olhando para cima, rolar na grama, andar descalça na areia, molhar os pés na água.
Chorar sorrindo lendo um livro, lendo aquilo que você pensa, ou se encontrando transcrita em cada página que se vira.
Fechando os olhos, apertando-os, e desejando: por favor, onde quer que você esteja, ou quem quer que você seja, meu Sr Errado esteja pensando em mim, esperando por mim.
Insistindo em acreditar, persistindo em apropriar-se da coragem e ir a luta, desbravando a selva de pedra, transbordando amor.
Continuando, mudando, crendo...se anunciando á vida. Fazendo valer a oportunidade de viver, aquela sensação de que vai dar certo de alguma forma.

Graci Bijega

domingo, 1 de janeiro de 2012

Um amor para recordar - Nicholas Sparks


"Jamie era mais do que a mulher que eu amava. Naquele ano, Jamie me ajudou a me tornar o homem que sou hoje. Com sua mão firme, ela me mostrou o quanto é importante ajudar os outros; com sua paciência e bondade, ela me mostrou que é o real sentido da vida. A sua alegria e o seu otimismo, mesmo quando estava doente, foram as coisas mais espantosas que já vi."

"Jamie também me ensinou o valor do perdão e o seu poder de transformar as coisas..."

"Quarenta anos se passaram, e ainda me lembro de cada detalhe daquele dia. Posso estar mais velho e mais experiente, posso ter vivido outra vida desde então, mas eu sei que, quando a minha hora chegar, as memorias daquele dia serão as ultimas imagens que cruzarão a minha mente. Ainda a amo, e nunca tirei a aliança do dedo. Nunca tive vontade de fazer isso, mesmo depois de todos estes anos.
Eu respiro fundo, absorvendo o ar fresco da primavera. Embora Beaufort e eu tenhamos mudado, o ar ainda é o mesmo. Ainda é o ar da minha infância, o ar dos meus 17 anos e, quando finalmente exalo, estou novamente com 57 anos. Mas está tudo bem. Dou um leve sorriso, olhando para o céu, sabendo que ainda há uma coisa que não contei a você. Agora eu acredito, apesar de tudo, que milagres podem acontecer."